Márcio Pauliki e colaboradora destacam pontos positivos do fim da escala 6x1; veja o vídeo
Márcio Pauliki e uma colaboradora das Lojas MM destacam benefícios do fim da escala 6x1, como descanso e acesso a consultas, mas discutem desafios para pequenos empresários.
O empresário ponta-grossense Márcio Pauliki, CEO das Lojas MM, e uma colaboradora da rede destacaram os possíveis benefícios do fim da escala de trabalho 6x1, com a adoção do modelo 5x2. Em uma conversa gravada em uma das lojas da empresa, Cris, que trabalha há um ano na rede, afirmou que ter mais um dia de folga durante a semana permitiria organizar consultas médicas, realizar exames e dividir melhor as tarefas domésticas. Pauliki defendeu que as empresas busquem ganhos de eficiência para se adaptar, mas reconheceu que negócios com poucos funcionários podem precisar contratar mais pessoas.
Pauliki e colaboradora destacam ganhos na qualidade de vida
O empresário Márcio Pauliki, CEO das Lojas MM, rede que começou em Ponta Grossa e conta com 230 lojas físicas distribuídas pelo Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo, conversou com a colaboradora Cris sobre as mudanças esperadas com o fim da escala 6x1 e a adoção do modelo 5x2.
No vídeo publicado nas redes sociais, Pauliki afirmou que a empresa pretende se adaptar à nova organização do trabalho, com rodízios para garantir que os funcionários tenham um dia de folga durante a semana. Segundo ele, a adaptação deve começar em dezembro, com mudanças mais significativas a partir do próximo ano.
Cris, que completou um ano de trabalho na empresa, destacou que a folga durante a semana permitiria realizar atividades que muitas vezes acabam sendo adiadas ou precisam ser encaixadas fora do horário de trabalho.
“Eu gostei porque é um dia que a gente consegue ir em consultas para não ficar saindo horário de trabalho, conseguir fazer os exames com calma, um horário bom que tu consiga chegar lá, fazer e ir para casa”, afirmou.
A colaboradora também mencionou a possibilidade de distribuir melhor as tarefas domésticas e preservar o domingo para descansar.
“É, ah, sempre temos que ir limpar a casa no domingo, mas domingo eu quero descansar, então eu posso fazer dia de semana para ter o domingo de descanso”, disse.
Outro ponto levantado por Cris foi a possibilidade de fazer compras com mais tranquilidade. Na conversa, ela observou que um dia livre permitiria visitar lojas, conversar com vendedores e escolher produtos sem a mesma pressa de quem precisa conciliar as compras com a jornada de trabalho.
Assista ao vídeo de Pauliki e Cris no Instagram do empresário
Pauliki defende ganhos de eficiência nas empresas
Ao comentar os impactos da mudança para os empregadores, Pauliki argumentou que as empresas precisarão reorganizar os processos e melhorar a produtividade para manter os resultados com uma jornada diferente.
“É só melhorar a eficiência. Nós tem que melhorar a eficiência, o que se faria em cinco faz em quatro dias, enfim, né? Isso que vai acontecer”, afirmou.
O empresário também relacionou a mudança à qualidade de vida dos funcionários e aos resultados das empresas.
“Então tem que se adaptar e isso melhora a qualidade de vida e melhorando a qualidade de vida dos nossos colaboradores, tenho certeza absoluta, que colaborador mais feliz, a empresa também vai ter melhores resultados. Simples assim”, declarou.
A avaliação de Pauliki é de que a reorganização do trabalho pode trazer benefícios tanto para os funcionários quanto para os negócios. Na prática, porém, a capacidade de melhorar a eficiência e absorver as mudanças pode variar conforme o tamanho da empresa, o número de funcionários e as características de cada atividade.
Pequenos empresários podem enfrentar dificuldades maiores
Durante a conversa, Pauliki reconheceu que a mudança na jornada pode exigir contratações em empresas que operam com equipes reduzidas.
“E muita gente, talvez, tem muitas empresas que acabam que tem somente um, dois funcionários, vão ter que trazer mais alguém”, afirmou.
O comentário aponta para um dos principais desafios para pequenos comerciantes: manter o atendimento e as demais atividades com menos dias de trabalho por funcionário pode exigir a ampliação da equipe, dependendo da operação.
Uma loja com um ou dois funcionários tem menos possibilidades de distribuir folgas e reorganizar horários sem comprometer o atendimento. A contratação de mais trabalhadores, por sua vez, representa um custo adicional que pode pesar mais para negócios com estruturas menores.
Pauliki defende que o comércio também invista em prospecção de clientes e amplie as oportunidades de venda para compensar as mudanças. Ele citou a necessidade de ir além do atendimento a quem entra espontaneamente na loja e buscar novos consumidores.
A estratégia, no entanto, depende das condições de cada negócio. Enquanto uma rede de grande porte tendem a ter mais possibilidades de reorganizar equipes e processos entre diferentes unidades, pequenos estabelecimentos podem encontrar obstáculos financeiros e operacionais para fazer o mesmo.