Aliel desmente boato e afirma que fim da escala 6x1 vale para supermercados
Deputado publicou vídeo para rebater informação de que trabalhadores do comércio ficariam fora da mudança na jornada
Um vídeo do deputado federal Aliel Machado circulou nas redes sociais neste fim de semana para contestar um boato sobre o fim da escala 6x1. Na gravação, feita em frente a um supermercado, o parlamentar afirma que a mudança na jornada de trabalho também deverá ser aplicada a funcionários de supermercados, lojas, shoppings, farmácias e postos de gasolina.
A manifestação responde a informações de que o comércio ficaria de fora da nova regra. Aliel classificou o conteúdo como fake news e afirmou que a proposta estabelece a redução gradual da jornada semanal, com dois dias de descanso para os trabalhadores.
Aliel afirma que supermercados também serão incluídos
Na gravação, Aliel responde diretamente à pergunta sobre a possibilidade de trabalhadores de supermercados ficarem fora da mudança.
“É verdade que o fim da escala 6x1 não vai valer pra quem trabalha em supermercado? Não é verdade! Isso é fake news que estão espalhando pra criar medo no trabalhador”, afirmou.
O deputado também citou outros setores que deverão seguir a nova regra, como comércio, lojas, shoppings e postos de gasolina.
Segundo Aliel, a desinformação tem sido utilizada para gerar insegurança entre trabalhadores do comércio. A discussão envolve a PEC 221/2019, aprovada pelo Senado Federal em 14 de outubro de 2026, por 75 votos a 1.
O que muda com o fim da escala 6x1?
A proposta altera a Constituição Federal e estabelece a substituição do modelo de seis dias de trabalho por um de cinco dias de atividade e dois de descanso.
A redução da jornada será gradual. Inicialmente, o limite semanal passa de 44 para 42 horas, 60 dias após a promulgação da emenda. Depois de 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.
O texto também prevê a proibição de redução salarial em razão da mudança e garante duas folgas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos.
A alteração não impede o funcionamento de estabelecimentos aos domingos. Supermercados, lojas e outros comércios poderão continuar abrindo nesses dias, mas terão que reorganizar as escalas para assegurar os períodos de descanso dos funcionários.
Empresas terão que reorganizar as escalas
A mudança exige planejamento dos empregadores para adequar as jornadas e garantir as duas folgas semanais. A regra deverá alcançar trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), incluindo os setores de comércio e serviços.
Na avaliação apresentada por Aliel, não há previsão de exclusão dos trabalhadores de supermercados ou de outros segmentos comerciais.
A proposta foi aprovada anteriormente pela Câmara dos Deputados, em maio, e passou pelo Senado sem alterações, seguindo para a etapa de promulgação pelo Congresso Nacional.