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Senado aprova fim da escala 6x1 com 75 votos favoráveis e apenas 1 contrário

Senado aprova a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1, dois dias de descanso remunerado e redução gradual da jornada semanal para até 40 horas.

Senado aprova fim da escala 6x1 com 75 votos favoráveis e apenas 1 contrário
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O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (14), em primeiro e segundo turnos, a proposta de emenda à Constituição (PEC 221/2019) que acaba com a escala de trabalho 6x1 e prevê dois dias de descanso remunerado por semana. Foram 75 votos favoráveis e um contrário nas duas votações. O texto estabelece uma redução gradual da jornada semanal, de 44 para até 40 horas, sem redução salarial nominal ou proporcional. A proposta está pronta para promulgação.

Senado aprova proposta em duas votações

O Plenário do Senado Federal aprovou, após a conclusão da quinta sessão de discussão, a PEC 221/2019, que altera as regras constitucionais sobre a jornada de trabalho. A votação ocorreu em dois turnos nesta quarta-feira (14), com 75 votos favoráveis e um contrário em cada etapa.

O senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) registrou presença, mas não votou. Três senadores estiveram ausentes, enquanto Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, não participou da contagem como votante.

A realização das duas votações no mesmo dia foi possível após a aprovação de um requerimento apresentado pela líder do PT no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), para reduzir o intervalo entre os turnos.

Com a aprovação nas duas etapas, a proposta está pronta para promulgação, que, segundo a Agência Senado, poderia ocorrer ainda nesta quarta-feira.

Como vai funcionar a nova jornada de trabalho

O texto aprovado prevê uma jornada normal de até oito horas diárias e dois dias de repouso semanal remunerado. A mudança estabelece, na prática, a substituição da escala 6x1 por uma organização com cinco dias de trabalho e dois de descanso, conhecida como escala 5x2.

A redução da jornada semanal será implementada gradualmente. Dois meses após a promulgação da emenda, o limite passará de 44 para 42 horas semanais. Depois de mais um ano, ou seja, 14 meses após a promulgação, a duração do trabalho será reduzida para até 40 horas por semana.

A proposta determina que a diminuição da jornada e a ampliação do repouso semanal remunerado sejam aplicadas também aos contratos de trabalho em vigor.

O texto estabelece que a mudança não poderá resultar em redução salarial nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie.

Proposta prevê medidas para empresas menores

A PEC também prevê que uma lei complementar estabeleça medidas transitórias para preservar os níveis de emprego e reduzir possíveis impactos econômicos da mudança.

As medidas deverão considerar especialmente os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

A proposta, portanto, prevê a alteração da jornada de trabalho e estabelece a necessidade de regras complementares para tratar dos efeitos da transição sobre empregadores e trabalhadores.

Senadores defendem mudança na jornada

Durante a votação, parlamentares favoráveis à proposta destacaram os efeitos da redução da jornada sobre a qualidade de vida, a saúde e o convívio familiar.

A senadora Teresa Leitão atribuiu a aprovação à mobilização dos trabalhadores.

“Essa é uma conquista que nasce da mobilização de milhões de trabalhadores e trabalhadoras que decidiram dizer: trabalhar não significa abrir mão da própria vida”, afirmou.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) declarou que pelo menos 20 milhões de trabalhadores poderão ser beneficiados pela diminuição da jornada.

Já Paulo Paim (PT-RS), um dos defensores históricos do fim da escala 6x1, destacou a mobilização popular em torno do tema.

“A juventude foi para a rua, as redes foram para a rua, milhões e milhões de pessoas só falavam: ‘6x1, 6x1, 6x1!’. E hoje nós vamos aprovar a 5x2”, disse.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) afirmou que a votação representa um avanço no reconhecimento do direito ao descanso.

Eduardo Braga (MDB-AM), por sua vez, defendeu que a redução da jornada contribui para o bem-estar e a qualidade de vida.

“Eu voto ‘sim’ ao fim da escala 6x1. E explico por quê: porque a mudança traz ganhos expressivos em bem-estar e qualidade de vida para os trabalhadores”, declarou.

Como votaram os senadores

Segundo a relação de votos fornecida, houve 75 votos favoráveis e um contrário. Sérgio Moro (PL-PR) registrou presença, mas não votou. Três senadores estiveram ausentes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, só entraria na contagem caso fosse necessário o desempate. Confira em detalhes a votação abaixo.

Votos favoráveis — SIM

Paraná (PR)

  • Flávio Arns — SIM

  • Oriovisto Guimarães — SIM

  • Sergio Moro - marcou presença, mas foi o único a não votar

Acre (AC)

  • Alan Rick — SIM

  • Sérgio Petecão — SIM

Alagoas (AL)

  • Dra. Eudócia — SIM

  • Renan Calheiros — SIM

  • Roberta Acioly — SIM

Amapá (AP)

  • Lucas Barreto — SIM

  • Randolfe Rodrigues — SIM

Amazonas (AM)

  • Eduardo Braga — SIM

  • Omar Aziz — SIM

  • Plínio Valério — SIM

Bahia (BA)

  • Angelo Coronel — SIM

  • Jaques Wagner — SIM

  • Otto Alencar — SIM

Ceará (CE)

  • Camilo Santana — SIM

  • Cid Gomes — SIM

  • Eduardo Girão — SIM

Distrito Federal (DF)

  • Damares Alves — SIM

  • Izalci Lucas — SIM

  • Leila Barros — SIM

Espírito Santo (ES)

  • Fabiano Contarato — SIM

  • Magno Malta — SIM

  • Marcos do Val — SIM

Goiás (GO)

  • Jorge Kajuru — SIM

  • Vanderlan Cardoso — SIM

  • Wilder Morais — SIM

Maranhão (MA)

  • Ana Paula Lobato — SIM

  • Eliziane Gama — SIM

  • Weverton — SIM

Minas Gerais (MG)

  • Carlos Viana — SIM

  • Cleitinho — SIM

  • Rodrigo Pacheco — SIM

Mato Grosso do Sul (MS)

  • Nelsinho Trad — SIM

  • Soraya Thronicke — SIM

  • Tereza Cristina — SIM

Mato Grosso (MT)

  • Carlos Fávaro — SIM

  • Jayme Campos — SIM

  • Wellington Fagundes — SIM

Pará (PA)

  • Beto Faro — SIM

  • Jader Barbalho — SIM

Paraíba (PB)

  • Daniella Ribeiro — SIM

  • Efraim Filho — SIM

  • Veneziano Vital do Rêgo — SIM

Pernambuco (PE)

  • Fernando Dueire — SIM

  • Humberto Costa — SIM

  • Teresa Leitão — SIM

Piauí (PI)

  • Marcelo Castro — SIM

  • Jussara Lima — SIM

Rio de Janeiro (RJ)

  • Carlos Portinho — SIM

  • Flávio Bolsonaro — SIM

Rio Grande do Norte (RN)

  • Styvenson Valentim — SIM

  • Zenaide Maia — SIM

Rondônia (RO)

  • Confúcio Moura — SIM

  • Jaime Bagattoli — SIM

  • Marcos Rogério — SIM

Roraima (RR)

  • Chico Rodrigues — SIM

  • Dr. Hiran — SIM

  • Mecias de Jesus — SIM

Rio Grande do Sul (RS)

  • Luis Carlos Heinze — SIM

  • Paulo Paim — SIM

Santa Catarina (SC)

  • Esperidião Amin — SIM

  • Ivete da Silveira — SIM

  • Jorge Seif — SIM

Sergipe (SE)

  • Alessandro Vieira — SIM

  • Laércio Oliveira — SIM

  • Rogério Carvalho — SIM

São Paulo (SP)

  • Astronauta Marcos Pontes — SIM

  • Giordano — SIM

  • Mara Gabrilli — SIM

Tocantins (TO)

  • Eduardo Gomes — SIM

  • Irajá — SIM

  • Professora Dorinha Seabra — SIM

Demais registros da votação

  • Voto contrário: Hamilton Mourão (RS).

  • Presente, mas não votou: Sergio Moro (PR).

  • Ausências: Márcio Bittar (AC), Ciro Nogueira (PI) e Rogério Marinho (RN).

  • Abstenções: nenhuma.

  • Davi Alcolumbre: não contabilizado como votante, por presidir a sessão.

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