Publicidade Post - Prefeitura

Vai comprar um carro elétrico usado? Veja os cuidados antes de fechar o negócio

A oferta de carros elétricos usados cresce no Brasil e exige novos cuidados dos compradores. Especialista do SóCarrão explica como avaliar a bateria, quais modelos têm melhor revenda e os principais erros que devem ser evitados.

Vai comprar um carro elétrico usado? Veja os cuidados antes de fechar o negócio
Publicidade Posts - Casa da Vó

O crescimento da oferta de carros elétricos seminovos no Brasil amplia as opções para os consumidores, mas também exige novos cuidados na hora da compra. Especialista do SóCarrão explica quais fatores devem ser analisados antes de fechar negócio e destaca que a saúde da bateria passou a ser o principal indicador da condição do veículo.

A expansão dos veículos eletrificados no Brasil começa a refletir diretamente no mercado de seminovos. Depois de um crescimento acelerado nas vendas de carros elétricos e híbridos nos últimos anos, os primeiros modelos já entram no ciclo natural de revenda, ampliando as opções disponíveis para quem pretende ingressar nesse segmento pagando menos.

Segundo dados apresentados pelo SóCarrão, maior portal de classificados automotivos do Sul do Brasil, cerca de 285 mil veículos eletrificados foram vendidos no Brasil em 2025. Para 2026, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta entre 420 mil e 450 mil unidades comercializadas, impulsionadas pela ampliação da produção nacional, chegada de novos modelos e redução dos preços.

Atualmente, os veículos eletrificados representam aproximadamente 3% do estoque anunciado no SóCarrão, percentual que tende a crescer conforme aumenta a oferta de modelos usados.

De acordo com o diretor de Marketing do SóCarrão, Guilherme Gibertoni, a avaliação de um carro elétrico exige critérios diferentes dos utilizados em veículos movidos a combustão.

"Quem está acostumado a comprar um carro a combustão precisa entender que, no elétrico, alguns critérios mudam completamente. A quilometragem continua sendo importante, mas deixou de ser o principal indicador do estado do veículo. Hoje, a saúde da bateria passou a ocupar esse papel", explica.

Saúde da bateria é o principal indicador

Ao contrário dos carros convencionais, nos elétricos o componente mais importante é a bateria.

O principal parâmetro de avaliação é o chamado State of Health (SoH), índice que mede quanto da capacidade original da bateria ainda está preservada. A recomendação é solicitar um laudo emitido por concessionária autorizada antes da compra.

Segundo Gibertoni, índices inferiores a 75% já merecem atenção.

"Percentuais inferiores a 75% já merecem atenção, pois indicam perda significativa de autonomia e podem representar custos elevados com substituição no futuro", alerta.

Além do SoH, o comprador deve verificar se a bateria ainda possui garantia de fábrica — muitas montadoras oferecem cobertura de até oito anos ou 160 mil quilômetros — além do histórico de revisões e das atualizações do sistema de gerenciamento da bateria (BMS).

"O mercado já trata a saúde da bateria como o novo quilômetro do carro elétrico. Dois veículos com a mesma quilometragem podem apresentar condições completamente diferentes dependendo da forma como foram utilizados e recarregados ao longo da vida útil", afirma.

Outro aspecto importante é conferir se o veículo possui compatibilidade com carregadores rápidos (DC) e se existe assistência técnica especializada na região onde será utilizado.

Modelos mais valorizados

Entre os híbridos, os modelos com maior liquidez no mercado de usados são o Toyota Corolla Cross Hybrid e o Toyota Corolla Sedan Hybrid, beneficiados pela tradição da marca.

Já entre os veículos eletrificados de origem chinesa, destacam-se o BYD Song Pro, BYD Song Plus e o GWM Haval H6, que ganharam espaço no mercado brasileiro nos últimos anos.

Por outro lado, veículos mais antigos, com autonomia inferior a 200 quilômetros, histórico incompleto de manutenção ou pertencentes a marcas com pouca rede de assistência técnica tendem a apresentar maior dificuldade de revenda.

Erros que podem custar caro

Segundo o especialista, muitos consumidores ainda cometem erros básicos na hora da compra.

Entre eles estão confiar apenas na autonomia informada pelo vendedor, deixar de solicitar o laudo da bateria, não verificar a validade da garantia e ignorar a infraestrutura de recarga disponível na cidade ou até mesmo na própria residência.

Para Gibertoni, o amadurecimento do mercado torna os seminovos uma alternativa interessante, desde que a compra seja feita com critérios técnicos.

"A chegada constante de novos modelos tem tornado os seminovos mais acessíveis. Para quem encontra um veículo com bateria em bom estado, garantia vigente e histórico de manutenção documentado, o elétrico usado pode oferecer uma excelente relação entre custo e benefício. É um mercado que amadurece rapidamente e tende a ganhar ainda mais força nos próximos anos", conclui.

*Com informações da assessoria de imprensa

Ver tudo em Notícias