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Eleições: Saiba por que secretário de Mobilidade de Salvador não foi preso após ordem do TRE-BA

O TRE-BA determinou a prisão em flagrante do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, por suspeita de crime eleitoral relacionado à redução da frota de ônibus. Ele está em Paris, e a ordem ainda não havia sido cumprida.

Eleições: Saiba por que secretário de Mobilidade de Salvador não foi preso após ordem do TRE-BA
Ônibus ficam retidos de sair para fazer transporte coletivo - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou, neste domingo (25), a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, por suspeita de crime eleitoral relacionado à redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições de 2026. O secretário está em Paris, na França, em uma missão oficial a convite do governo francês. Por isso, a ordem ainda não havia sido cumprida pela Polícia Federal.

Secretário está em Paris e ordem de prisão não foi cumprida

O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, está em Paris, na França, durante o segundo turno das eleições de 2026. Segundo as informações fornecidas, ele viajou para participar de uma missão oficial a convite do governo francês.

Neste domingo (25), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão em flagrante do secretário por suspeita de crime eleitoral relacionado à redução da frota de ônibus da capital baiana durante a votação.

A ordem ainda não havia sido cumprida pela Polícia Federal porque Souza está fora do país.

TRE-BA determina circulação integral dos ônibus

Além da ordem de prisão, o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou o restabelecimento imediato de toda a frota do transporte público de Salvador, com frequência equivalente à de dias úteis e gratuidade integral para os passageiros.

A decisão prevê multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da determinação.

O desembargador também determinou a expedição imediata de um ofício à Delegacia-Geral da Polícia Civil da Bahia para fiscalizar o cumprimento da ordem, incluindo a possibilidade de utilização de drones para monitorar a operação.

Prefeitura atribui atraso a adesivos partidários

A Prefeitura de Salvador informou que determinou a liberação de todos os ônibus das garagens, inclusive daqueles que estavam com adesivos considerados propaganda eleitoral irregular.

Segundo a administração municipal, sindicalistas colocaram nos veículos adesivos com o número 13, associado ao Partido dos Trabalhadores (PT), o que teria provocado atrasos na saída dos ônibus.

Em nota, a Prefeitura afirmou que a prioridade era garantir a circulação dos veículos e o deslocamento da população. Também declarou que a operação estava sendo normalizada por meio do diálogo entre as equipes da Secretaria Municipal de Mobilidade e representantes sindicais.

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou que a frota estava disponível para atender à população e atribuiu os problemas a questões operacionais nas garagens e a mobilizações que teriam atrasado a saída dos veículos.

Segundo o prefeito, 75 ônibus ficaram retidos em uma garagem no bairro Caminho de Areia, afetando o início da operação do sistema.

Governo da Bahia oferece apoio para operação dos ônibus

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, afirmou nas redes sociais que colocou a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública à disposição para identificar policiais habilitados na categoria D, caso fosse necessário utilizar esses profissionais para dirigir ônibus.

“Não vou aceitar o que estão fazendo com a população baiana, tentando impedir que as pessoas exerçam seu direito ao voto. Vamos garantir que o povo tenha condições de votar”, publicou.

A manifestação ocorreu após relatos de eleitores sobre dificuldades para chegar aos locais de votação em Salvador, em meio a queixas sobre demora e problemas na circulação dos ônibus.

Operação fiscaliza transporte gratuito

Para garantir o deslocamento dos eleitores durante o segundo turno, o Procon-BA, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações (Agerba) e a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia organizaram a operação Vai e Vota.

A iniciativa tem como objetivo fiscalizar a gratuidade do transporte público e receber denúncias durante o dia da votação.

Em publicação nas redes sociais, o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, afirmou ter recebido do sindicato dos trabalhadores do transporte a informação de que motoristas não teriam sido convocados para operar toda a frota.

Com informações de G1 e Agência Brasil

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