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Sandro cobra que Moro siga como senador, mas não cumpriu mandato como deputado federal

Sandro Alex cobrou Sergio Moro por deixar o mandato de senador para disputar o Governo do Paraná, mas passou praticamente todo o mandato de deputado licenciado como secretário estadual.

Sandro cobra que Moro siga como senador, mas não cumpriu mandato como deputado federal
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O debate entre Sergio Moro (PL) e Sandro Alex (PSD), realizado pela RPC, teve cobrança nos três blocos de pergunta livres sobre o cumprimento de mandatos. Sandro afirmou que Moro deveria cumprir até o fim o mandato de senador para o qual foi eleito em 2022, só que o próprio candidato do PSD passou praticamente todo o atual mandato de deputado federal licenciado para exercer o cargo de secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná.

Sandro Alex insistiu durante o debate que Sergio Moro deveria permanecer no Senado e cumprir o mandato para o qual foi eleito. Moro, que chegou ao Senado em 2023 após ser eleito em 2022, agora disputa o Governo do Paraná, o que, caso seja eleito, exigirá que deixe o cargo de senador.

Durante o confronto, Sandro questionou as mudanças na trajetória política de Moro. “Deixou de ser juiz para ser ministro. Deixou de ser ministro para ser senador. E agora quer deixar de ser senador”, acusou.

Teto de vidro

Sandro Alex foi reeleito deputado federal em 2022 e ficou entre os cinco candidatos mais votados do Paraná naquele pleito. Apesar disso, passou praticamente todo o atual mandato licenciado da Câmara dos Deputados para gerir novamente a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná, no governo de Ratinho Junior.

Sandro já havia ocupado a mesma secretaria durante o primeiro mandato do governador. Na atual gestão, voltou ao cargo e permaneceu afastado do exercício cotidiano do mandato parlamentar.

Sandro só esteve como deputado federal nesta última legislatura em situações obrigatórias, como para assumir o mandato. Neste ano, precisou deixar a secretaria para disputar o Governo do Paraná, já que a legislação exige a desincompatibilização de ocupantes de determinados cargos públicos para a candidatura, voltando a ser deputado federal.

É um furo de estratégia. Enquanto Sandro cobra Moro por não cumprir integralmente o mandato de senador, ele próprio deixou de exercer o mandato de deputado federal durante praticamente todo o período para atuar no Executivo estadual.

Reflexo para Ponta Grossa

A ausência de Sandro no Congresso também teve reflexos na representação parlamentar de Ponta Grossa.

Como o suplente que assumiu a cadeira deixada por Sandro não era de Ponta Grossa, a cidade ficou, durante esse período, com Aliel Machado (PV) como o único parlamentar ponta-grossense ativo na Câmara dos Deputados.

Moro não respondeu à cobrança

Durante o debate, Sandro voltou ao tema do mandato de senador em diferentes momentos. A cobrança foi utilizada para questionar a decisão de Moro de disputar o Governo do Paraná enquanto ainda possui quatro anos de mandato pela frente.

Moro, por sua vez, não respondeu à cobrança de Sandro nos termos apresentados durante o debate.

O encontro da RPC também contou com a participação de Requião Filho (PDT), que possui uma candidatura alinhada à esquerda. O confronto entre Moro e Sandro, porém, marcou momentos do debate por um confronto fora do habitual com acusações entre dois candidatos ditos de direita.

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