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RENAVE será obrigatório para revendas de veículos a partir de 28 de setembro; veja o que muda

RENAVE passa a ser obrigatório para revendas de veículos abrangidas pela regulamentação a partir de 28 de setembro. Entenda o que muda para lojas e consumidores.

RENAVE será obrigatório para revendas de veículos a partir de 28 de setembro; veja o que muda
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A partir de 28 de setembro, o Registro Nacional de Veículos em Estoque (RENAVE) passa a ser obrigatório em todo o país para as revendas abrangidas pela regulamentação. O sistema digitaliza e padroniza o registro da movimentação de veículos, incluindo operações de estoque, entrada, saída e consignação.

A nova regra altera procedimentos internos das revendas de veículos usados e exige maior integração entre estoque, documentação fiscal e sistemas de trânsito.

“O RENAVE mostra que a transformação digital do mercado automotivo não acontece apenas na ponta, onde o consumidor pesquisa e escolhe o carro. Ela também está entrando na operação das revendas, tornando os processos mais integrados e estruturados”, afirma Jefferson Rocha, CEO do SóCarrão.

O que muda para as revendas

Uma das principais alterações é a substituição dos registros físicos pelo controle eletrônico das movimentações dos veículos.

As operações de entrada e saída do estoque passam a ser registradas digitalmente, exigindo que as lojas organizem seus processos internos e mantenham as informações dos veículos atualizadas no sistema.

A consignação também passa a integrar esse ambiente digital. O contrato entre o proprietário do veículo e a revenda deverá ser registrado eletronicamente, aumentando a formalização da operação.

“Para a revenda, o principal desafio é organizar a operação para que estoque, documentação e sistemas estejam conectados. Ao mesmo tempo, isso cria uma base mais estruturada para acompanhar a movimentação de cada veículo”, explica Rocha.

E o consumidor?

O RENAVE é uma obrigação das revendas, e não do comprador. Mesmo assim, a mudança pode impactar a experiência de quem compra um veículo usado, já que as operações realizadas pelas lojas passam a ter maior controle e registro eletrônico.

Na venda de um veículo usado por uma revenda, a saída do estoque será registrada eletronicamente.

A medida, porém, não substitui a transferência de propriedade. Depois da compra, o procedimento de transferência continua sendo necessário.

“O consumidor já está acostumado a pesquisar, comparar preços e condições pela internet. Agora, a digitalização avança também para os processos que acontecem dentro da revenda. A tendência é termos uma jornada cada vez mais integrada, da pesquisa à documentação”, afirma Rocha.

Digitalização do mercado automotivo

A mudança ocorre em um cenário de avanço da digitalização na relação entre consumidores, lojas e veículos.

O SóCarrão informa que reúne cerca de 60 mil veículos anunciados por mês, mais de 1.500 lojas cadastradas e aproximadamente 1 milhão de acessos mensais.

Para a empresa, sistemas como o RENAVE mostram que a transformação digital do setor também alcança os processos internos das revendas, e não apenas os marketplaces e ferramentas utilizadas pelos consumidores para pesquisar veículos.

“O mercado automotivo está passando por uma transformação que envolve toda a cadeia. A digitalização da compra precisa vir acompanhada da digitalização da operação. É esse conjunto que torna a jornada mais simples, ágil e transparente”, conclui Rocha.

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