Rede Feminina de Combate ao Câncer terá mamógrafo em parceria com HU-UEPG
A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Ponta Grossa terá um mamógrafo em parceria com o HU-UEPG e busca recursos para ampliar sua estrutura de atendimento.
A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Ponta Grossa terá um mamógrafo instalado em sua sede por meio de uma parceria com o Hospital Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG). A aquisição do equipamento e a compra de um imóvel para ampliar os atendimentos foram alguns dos avanços apresentados pela tesoureira da instituição, Alaine Guimarães, durante participação na Tribuna Livre da Câmara Municipal, nesta segunda-feira (19), em alusão ao Outubro Rosa.
Parceria prevê atendimento pelo SUS com novo mamógrafo
Durante a apresentação na Câmara Municipal de Ponta Grossa, Alaine Guimarães agradeceu aos vereadores que destinaram recursos à instituição após conhecerem o trabalho realizado pelas mais de 70 voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer.
Os recursos contribuíram para viabilizar a aquisição de um mamógrafo, que será instalado na sede da entidade. A parceria com o HU-UEPG prevê que profissionais vinculados ao hospital realizem os exames e emitam os respectivos laudos, ampliando o acesso ao serviço para pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Por mais desafios que tivemos, nós conseguimos estabelecer um termo de cooperação. O mamógrafo será instalado na Rede e todas as pessoas que precisarem e que tenham acesso ao SUS vão usar esse equipamento”, destacou Alaine.
Rede busca recursos para ampliar estrutura de atendimento
Outra iniciativa apresentada pela tesoureira foi a aquisição de um imóvel destinado à expansão da estrutura da instituição. A compra foi viabilizada por meio de um projeto junto à Receita Federal, com mobilização das voluntárias e apoio da comunidade.
Agora, a Rede Feminina busca recursos para reformar, equipar e mobiliar o espaço. Durante a participação na Tribuna Livre, Alaine pediu apoio dos vereadores para viabilizar as melhorias.
“Nós precisamos reformar esse imóvel, equipar e mobiliar para que mais pessoas possam ser atendidas e acolhidas pela Rede Feminina de Combate ao Câncer”, afirmou.
Diagnóstico após autoexame marcou trajetória da voluntária
A prevenção e o diagnóstico precoce também foram temas centrais da apresentação. Voluntária da Rede Feminina, Alaine relatou que perdeu o pai e a irmã para o câncer e que, em 2018, recebeu o diagnóstico de câncer de mama após realizar um autoexame.
Ao compartilhar a experiência, ela destacou a importância de prestar atenção às mudanças no próprio corpo e buscar acompanhamento médico.
“Eu estou viva aqui de verdade porque fiz um autoexame. Foi assim que descobri um câncer super agressivo. Se eu não tivesse feito o autoexame, eu não estaria aqui”, afirmou.
A tesoureira também chamou a atenção para os cuidados com a saúde masculina durante o Novembro Azul e incentivou homens e mulheres a realizarem exames preventivos, mesmo diante do medo de um possível diagnóstico.
Ao encerrar sua participação, Alaine reforçou a mensagem de cuidado com a saúde e prevenção.
“Por favor, se amem, se cuidem, se toquem. Isso não é brincadeira. Eu sou uma história viva de perdas e de vitórias”, declarou.