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Polícia prende segundo suspeito de emboscada que matou motoboy em Ponta Grossa

Segundo suspeito foi localizado em Curitiba; investigação aponta que ele teria sido contratado para participar do homicídio em troca de serviços mecânicos e peças avaliados em até R$ 27 mil.

Sedã Mercedes-Benz CLA prata estacionado na grama, com uma Kombi branca antiga ao fundo e prédios residenciais atrás.
Polícia Civi apreende este carro que teria sido utilizado na emboscada - Foto: Divulgação/Polícia Civil
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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu temporariamente, em Curitiba, um homem de 44 anos suspeito de participar do homicídio de Luiz Eduardo Batista Simão, motoboy morto em uma emboscada em Ponta Grossa. A prisão ocorreu no bairro Umbará, durante uma operação que também cumpriu mandados de busca e apreensão. Segundo a investigação, o suspeito teria sido contratado para participar do crime em troca da quitação de serviços mecânicos e do fornecimento de peças avaliados entre R$ 20 mil e R$ 27 mil.

A operação foi conduzida pelo setor de homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa. De acordo com a PCPR, o homem preso teria atuado como coautor e executor da emboscada que resultou na morte de Luiz Eduardo.

Durante o cumprimento dos mandados na residência do investigado, os policiais apreenderam o veículo que teria sido utilizado no deslocamento até o local do crime, diversos aparelhos celulares e quatro armas de fogo: uma carabina calibre .36, dois revólveres calibre .45 e um revólver calibre .357. Segundo a Polícia Civil, o calibre .45 é o mesmo utilizado no homicídio.

Assista à reportagem no Instagram @falafornazari

Câmeras e registros de tráfego ajudaram na investigação

Conforme a PCPR, o cruzamento de dados, o trabalho de inteligência policial e a análise de imagens de câmeras de segurança e registros de radares permitiram identificar um automóvel sedan prata, de modelo de luxo, utilizado no deslocamento de Curitiba até Ponta Grossa.

Os registros eletrônicos indicaram a presença do veículo nas proximidades do local do crime, em horários compatíveis com a execução da vítima.

O delegado responsável pelo caso, Luís Gustavo Timossi, afirmou que as diligências e a análise de registros de tráfego e dados telemáticos permitiram relacionar o suspeito ao homicídio.

Em declaração sobre a prisão, Timossi disse que o homem teria sido contratado para auxiliar no assassinato por valores entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. Segundo o delegado, o suspeito teria acompanhado o outro investigado até Ponta Grossa com o objetivo de atrair a vítima para uma emboscada e executá-la.

O homem preso permanece à disposição do Poder Judiciário e deverá ser interrogado, conforme informou o delegado.

Motoboy foi atraído por falsa solicitação de frete

O homicídio de Luiz Eduardo Batista Simão ocorreu em 5 de junho de 2026, segundo o histórico apresentado pela Polícia Civil. Ele trabalhava como motoboy em Curitiba e teria sido atraído para uma área rural de Ponta Grossa por meio de uma falsa solicitação de frete no valor de R$ 400.

Ao chegar à estrada indicada, na região do bairro Cará-Cará, a vítima foi surpreendida em uma emboscada e morta a tiros.

A investigação aponta que o crime teria sido motivado por desavenças comerciais iniciadas em 2019, relacionadas a serviços prestados em uma oficina automotiva. Os conflitos teriam se prolongado por anos.

Primeiro suspeito foi preso em agosto

A primeira fase da operação ocorreu em 19 de agosto de 2026, quando a Polícia Civil cumpriu mandados judiciais e prendeu outro suspeito, apontado como responsável pela oficina mecânica envolvida no conflito.

Segundo a investigação, esse homem teria utilizado dados de um terceiro para registrar a linha telefônica e as contas virtuais empregadas na emboscada, numa tentativa de dificultar a identificação dos responsáveis.

A Polícia Civil informou que, após ser detido e interrogado, o primeiro suspeito confessou o plano criminoso, mas teria tentado dificultar a identificação do comparsa.

Com o avanço das apurações e o cruzamento das informações obtidas, os investigadores individualizaram a conduta do segundo suspeito, localizaram o veículo utilizado no deslocamento até o local do crime e solicitaram as ordens judiciais que levaram à prisão temporária em Curitiba.

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