Paulo Balansin reúne apoio de diferentes correntes políticas para disputar o comando da Câmara
Paulo Balansin, vereador do União Brasil, afirma ter apoio de até 13 parlamentares e da prefeita Elizabeth Schmidt para disputar a presidência da Câmara de Ponta Grossa em dezembro.
O vereador Paulo Balansin (União Brasil), que está no terceiro mandato consecutivo na Câmara Municipal de Ponta Grossa, afirmou que conta com o apoio de aproximadamente 11 a 13 parlamentares para disputar a presidência do Legislativo. A eleição está prevista para dezembro. Em entrevista ao programa Política de Fato, da Fornazari TV, ele também declarou ter o apoio da prefeita Elizabeth Schmidt.
Assista à entrevista em vídeo na Fornazari TV
Articulação começou na gestão de Júlio Kuller
A intenção de Paulo Balansin de disputar a presidência da Câmara Municipal, segundo ele, já existia durante a gestão do atual presidente, Júlio Kuller. O vereador contou que inicialmente pretendia ocupar o cargo nos dois primeiros anos do mandato, mas abriu espaço para a candidatura de Kuller, que também tinha interesse na presidência.
“Eu tinha intenção de ser presidente os primeiros dois anos. Daí o Júlio veio falar comigo que ele tinha intenção de ser candidato a deputado, que ele de presidente da Câmara tinha uma visibilidade melhor e eu concordei com ele”, relatou.
Balansin afirmou que a articulação já reunia entre seis e oito vereadores naquele período. Agora, estima ter o apoio de 11 a 13 parlamentares, além do respaldo da prefeita Elizabeth Schmidt.
O vereador reconheceu que deverá haver duas chapas na disputa e disse respeitar os demais candidatos. “Eu pus meu nome porque senti que os companheiros, a gente tinha condição de fazer uma chapa com condição de ganhar a eleição”, afirmou.
Proposta é separar articulação política e administração
Ao falar sobre como pretende conduzir a Câmara, caso seja eleito, Balansin afirmou que deseja trabalhar dentro dos limites legais e aproveitar a experiência dos servidores da Casa na gestão administrativa.
Ele citou o servidor José Augusto, que, segundo o vereador, acumula mais de quatro décadas de atuação no Legislativo, como uma das pessoas que poderão auxiliá-lo na avaliação dos procedimentos administrativos.
“Eu vou fazer a parte política, a parte administrativa quem tem que cuidar é vocês [servidores]”, disse, ao comentar a divisão de responsabilidades que pretende adotar.
Balansin também avaliou que a Câmara de Ponta Grossa passou por avanços na transparência e destacou a gestão de Júlio Kuller. Na avaliação dele, o Legislativo municipal é uma das câmaras mais enxutas do Paraná.
Atualmente, a Câmara de Ponta Grossa tem 19 vereadores. Balansin observou que municípios menores possuem legislativos com 21, 23 ou 25 parlamentares e afirmou que a cidade poderia ter até 27 cadeiras.
Grupo reúne vereadores de diferentes posições políticas
Questionado sobre a composição da chapa, Balansin afirmou que o grupo reúne parlamentares de direita, centro e esquerda. Ele se definiu como um vereador de direita, mas disse manter diálogo com representantes de diferentes posições políticas.
“Cada um tem sua opinião. Então eu tenho ali vereador de centro, de esquerda, de direita, mas eles confiam na gente nos 10 anos que a gente tá junto ali”, declarou.
O vereador também fez uma distinção entre o grupo formado para a eleição da presidência da Câmara e a base de apoio ao governo municipal. Segundo ele, há parlamentares que podem apoiar sua candidatura à presidência, mas não necessariamente acompanhar a prefeita Elizabeth Schmidt em todas as votações.
Balansin afirmou que pretende buscar diálogo com os vereadores nas discussões de projetos de interesse do município, independentemente de alinhamento político.
Balansin comenta cenário político para os próximos anos
Durante a entrevista, o vereador também falou sobre as perspectivas políticas de Ponta Grossa e a sucessão municipal. Ele defendeu que um eventual nome para disputar a prefeitura em 2028 tenha experiência administrativa e perfil semelhante ao da atual prefeita.
Balansin elogiou a gestão de Elizabeth Schmidt e afirmou que considera difícil construir uma candidatura competitiva em um intervalo de aproximadamente um ano e meio.
O parlamentar ainda comentou o crescimento de candidaturas com forte presença nas redes sociais e criticou a eleição de políticos que, na avaliação dele, não possuem experiência suficiente para ocupar cargos públicos de maior responsabilidade.
Ao abordar a própria trajetória, Balansin destacou os três mandatos consecutivos como vereador e a experiência anterior como assessor de deputados e prefeitos. Para ele, a administração pública exige conhecimento de gestão e capacidade de articulação.