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Lula e Flávio Bolsonaro não participam de debate da Globo; entenda cada decisão e justificativas

Lula e Flávio Bolsonaro não participam do debate da Globo. Ausências tiveram justificativas diferentes e ocorreram após mudanças nas regras definidas pela Justiça Eleitoral.

Lula e Flávio Bolsonaro não participam de debate da Globo; entenda cada decisão e justificativas
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O último debate entre candidatos à Presidência da República antes do primeiro turno das eleições de 2026 , que seria realizado pela TV Globo nesta quinta-feira (1º), não iria contar Lula (PT) nem Flávio Bolsonaro (PL). As ausências ocorreram por motivos diferentes. Entenda as ausências e as respectivas razões nesta reportagem do Fornazari.com.

Lula comunicou à Globo, na quarta-feira (30), que não participaria do debate. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a campanha avaliou que o formato poderia deixar o presidente como principal alvo dos ataques dos demais candidatos. No mesmo horário do debate, Lula participará de uma entrevista ao Flow Podcast, marcada para as 20h45.

A avaliação do entorno do presidente, segundo reportagem da Exame, era de que o formato poderia ser desfavorável a Lula, especialmente porque os demais participantes inicialmente confirmados estavam posicionados à direita no espectro político. Integrantes da campanha também demonstraram preocupação com a dinâmica de perguntas e respostas e com a possibilidade de uma sequência de críticas sem possibilidade de resposta imediata.

Antes da desistência de Lula, as regras divulgadas pela Globo previam que o espaço destinado a um candidato ausente permaneceria identificado durante o programa. Também estava prevista a possibilidade de os participantes presentes dirigirem perguntas ao candidato que não comparecesse.

TSE altera regra sobre espaço de candidato ausente

Nesta quinta-feira (1º), a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu uma decisão liminar suspendendo o trecho das regras do debate que tratava dessa situação.

A decisão impede a Globo de exibir de forma destacada um púlpito vazio identificado com o nome de Lula. Também restringe a possibilidade de os demais candidatos formularem perguntas ou manifestações dirigidas especificamente ao candidato ausente.

Ao analisar o pedido apresentado pela federação que apoia Lula, a ministra considerou que a regra poderia produzir uma consequência negativa para quem decidisse não participar do debate. Na decisão, Estela Aranha afirmou que a cláusula tinha “aparente intuito de compelir os candidatos a comparecer ao debate”, apesar de a participação em debates ser facultativa.

A ministra também considerou a possibilidade de perguntas dirigidas a um candidato que não estivesse presente para responder. A liminar tem caráter provisório e o caso ainda poderá ser analisado pelo plenário do TSE.

Flávio desiste horas antes do debate

Flávio Bolsonaro havia confirmado participação no debate mesmo depois da confirmação da ausência de Lula. A situação mudou no início da noite desta quinta-feira.

Em publicação nas redes sociais, o candidato do PL anunciou que não participaria mais do programa e atribuiu a decisão à determinação do TSE.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes”, escreveu Flávio.

A expressão “censura” faz parte da avaliação apresentada pelo próprio candidato sobre a decisão judicial. A determinação do TSE, por sua vez, não proibiu Flávio de participar do debate. A medida alterou as regras relacionadas à exposição do espaço destinado a candidatos ausentes e à possibilidade de manifestações dirigidas a eles.

Segundo informações de bastidores publicadas pela Folha de S.Paulo, a estratégia da campanha de Flávio considerava utilizar a ausência de Lula durante o debate e explorar visualmente o espaço vazio reservado ao presidente. Um integrante da campanha afirmou ao jornal que a decisão do TSE teria prejudicado essa estratégia.

O Metrópoles também informou que, nos bastidores, a campanha de Flávio avaliou que a mudança nas regras e outras decisões judiciais ocorridas ao longo do dia alteraram o cenário planejado para o debate.

Debate teve mudanças ao longo do dia

A composição do encontro também passou por alterações durante a preparação para o programa. Inicialmente, estavam confirmados Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), além do convite feito a Lula.

A participação de Zema ocorreu após decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou que a representação atual do Novo no Congresso fosse considerada para os critérios de participação.

O candidato Renan Santos, do Missão, também tentou obter uma vaga no debate por meio da Justiça. O pedido foi negado inicialmente por Nunes Marques, que considerou que as regras da Globo não obrigavam a emissora a convidá-lo. Posteriormente, o caso teve novos desdobramentos na Justiça, com a liberação pelo ministro Gilmar Mendes, do STF.

As decisões judiciais relacionadas ao debate ocorreram na reta final da campanha. Segundo o calendário eleitoral divulgado pelo TSE, esta quinta-feira (1º) é o último dia para realização de debates no rádio e na televisão antes do primeiro turno. Os encontros podem se estender até as 7h desta sexta-feira (2).

O debate da Globo está previsto para começar às 21h30, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação de César Tralli.

Com informações de UOL, Exame, Folha de S.Paulo, Metrópoles, CNN Brasil, Poder360 e TSE.

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