Justiça afasta risco imediato de despejo para famílias notificadas pela Rumo
Mais de 100 famílias notificadas pela Rumo em Ponta Grossa receberam sinal positivo: juiz federal garantiu que não haverá retirada de moradores neste momento. Audiência pública virtual ocorreu nesta quarta (17).
As mais de 100 famílias das regiões da Chapada e Boa Vista, em Ponta Grossa, notificadas pela concessionária Rumo sobre ocupações em áreas próximas à ferrovia, receberam uma sinalização positiva durante audiência pública realizada pela Justiça Federal. O juiz federal Antônio César Bochenek informou que não haverá retirada de moradores neste momento, enquanto a própria concessionária afirmou que não pretende promover despejos.
Resumo
Mais de 100 famílias foram notificadas pela concessionária Rumo;
Justiça Federal informou que não haverá despejos neste momento;
Audiência reuniu moradores, órgãos públicos e representantes da empresa;
Comissão permanente será criada para acompanhar os casos e buscar soluções.
A audiência virtual aconteceu nesta quarta-feira (17) e reuniu moradores, representantes da Defensoria Pública da União, Ministério Público Federal, Prefeitura de Ponta Grossa, União por Moradia e da concessionária Rumo.
A situação mobilizou moradores das regiões da Chapada e Boa Vista após o recebimento das notificações há cerca de 20 dias. Desde então, lideranças comunitárias e representantes do poder público vêm acompanhando o caso.
Comissão vai acompanhar situação das famílias
Entre os encaminhamentos definidos durante a audiência está a criação de uma comissão permanente para acompanhar as moradias localizadas às margens da ferrovia e buscar soluções para cada situação apresentada.
O presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa, Julio Kuller (PL), esteve na Vila Borato nesta quinta-feira (18), onde conversou com moradores afetados pelas notificações.
“O debate sobre a ocupação cabe à Justiça. O que nos preocupa são as famílias que vivem nessas áreas há muitos anos, construíram suas vidas ali e não podem ser deixadas em uma situação de insegurança e incerteza. É preciso buscar soluções com responsabilidade e respeito às pessoas”, afirmou.
Segundo ele, o envolvimento dos órgãos públicos é fundamental para garantir segurança às famílias enquanto a questão é analisada.
“Estamos falando de trabalhadores, pais e mães de família. Não é razoável que centenas de pessoas vivam sob a ameaça de perder suas casas sem que exista uma alternativa clara. O diálogo e a assistência às famílias precisam fazer parte dessa discussão”, ressaltou.
Famílias recebem sinalização de segurança
Durante a audiência, o juiz federal Antônio César Bochenek destacou que não haverá remoções imediatas, enquanto a concessionária Rumo informou que não pretende realizar despejos neste momento.
Para Julio Kuller, a definição trouxe tranquilidade às famílias que vivem nas áreas notificadas.
“As famílias precisavam dessa tranquilidade. Agora, o mais importante é que o processo continue sendo conduzido com seriedade, responsabilidade e respeito. Vamos seguir acompanhando e cobrando para que os direitos dessas pessoas sejam preservados”, concluiu.