Empresário preso por vender “canetas emagrecedoras” ilegais passa a responder em liberdade em PG
Um homem de 36 anos foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira (6), em Ponta Grossa, suspeito de comercializar medicamentos para emagrecimento sem registro sanitário por meio das redes sociais. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no bairro San Martin, realizado pela Polícia Civil do Paraná, por meio do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa
Um homem de 36 anos foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (7), em Ponta Grossa, suspeito de comercializar medicamentos para emagrecimento sem registro sanitário por meio das redes sociais. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no bairro San Martin, realizado pela Polícia Civil do Paraná, por meio do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa.
Após decisão pelo Poder Judiciário, o empresário ganhou o direito de responder ao processo em liberdade, sob o entendimento de que não estavam presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva.
Durante a ação, os policiais apreenderam um frasco do medicamento Tirzec 15, cinco seringas para aplicação e um aparelho celular utilizado nas negociações. Os produtos estavam armazenados na geladeira da residência do investigado.
Venda de canetas emagrecedoras pelas redes sociais
As apurações começaram após denúncia anônima indicando que o suspeito utilizava um perfil no Instagram para anunciar a venda de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, da classe dos agonistas de GLP-1, que reduzem os níveis de açúcar no sangue e, consequentemente, promovem a perda de peso. Segundo a investigação, os anúncios incluíam tabelas de preços, imagens de grande quantidade de produtos, promessas de eficácia e divulgação de contato via WhatsApp, com oferta de entrega em domicílio.
Entre os medicamentos divulgados estavam TG, Lipoless e Tirzec 15, todos proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em novembro de 2025, a agência publicou resoluções que vedam a fabricação, importação, comercialização, propaganda e uso desses produtos sem registro no Brasil.
A Anvisa alerta que medicamentos sem registro sanitário representam risco à saúde, pois não permitem rastreabilidade em caso de reações adversas e não passam pelos controles exigidos no país.
Prisão em flagrante
O investigado foi preso em flagrante pelo crime previsto no artigo 273, §1º do Código Penal, que trata da venda, exposição à venda e manutenção em depósito de medicamentos sem procedência comprovada e sem registro nos órgãos competentes. A pena prevista para esse crime varia de 10 a 15 anos de reclusão, além de multa.
Em depoimento, o homem confessou a prática do comércio ilegal e afirmou que buscava os medicamentos no Paraguai. Segundo ele, a maior parte do estoque já havia sido vendida, restando apenas o frasco apreendido durante a operação.
Após o interrogatório, o suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública de Ponta Grossa, à disposição do Poder Judiciário.
Defesa e decisão judicial
Em nota, os advogados Fernando Madureira e Herculano de Abreu Filho, responsáveis pela defesa do empresário, informaram que a quantidade de medicamentos encontrada era pequena. Segundo eles, o investigado fazia uso do remédio e alegou desconhecer a proibição de eventual comercialização do produto.
Apesar da concessão da liberdade, o empresário segue respondendo ao processo pelo crime. O material apreendido foi encaminhado para perícia técnica, e as investigações continuam.
Alerta à população sobre venda ilegal
Segundo o delegado Derick Moura Jorge, a Polícia Civil atua para coibir esse tipo de crime, que representa risco direto à saúde. “A Polícia Civil reforça o seu compromisso com a saúde pública, destacando que o uso de medicamentos sem o controle médico, sem a devida assistência e sem conhecimento da efetiva procedência desses medicamentos pode gerar riscos severos à saúde do usuário”, afirma o delegado.
A Polícia Civil orienta que a população não adquira medicamentos pela internet sem prescrição médica e sem registro sanitário, e que denúncias podem ser feitas de forma anônima.
Fotos: Divulgação/PCPR