Fórum debate direitos da população LGBTQIA+
II Fórum Municipal dos Direitos LGBTQIA+ em Ponta Grossa reuniu comunidade, sociedade civil e poder público para dialogar sobre políticas públicas e definir a nova composição do Conselho Municipal LGBT para 2026-2028. Criado em 2015, o conselho é pioneiro no Paraná.
Representantes da comunidade LGBTQIA+, entidades da sociedade civil, vereadores e integrantes do poder público participaram, nesta sexta-feira (19), do II Fórum Municipal dos Direitos LGBTQIA+, realizado na Câmara Municipal de Ponta Grossa. O evento teve como objetivo fortalecer o diálogo sobre políticas públicas voltadas à população LGBTQIA+ e definir a nova composição do Conselho Municipal LGBT para o biênio 2026-2028.
Realizado pela segunda vez no município, o fórum reuniu participantes para discutir temas relacionados à cidadania, inclusão e garantia de direitos da população LGBTQIA+. O encontro também serviu como espaço de participação social e de construção das ações que serão acompanhadas pelo Conselho Municipal LGBT nos próximos anos.
Criado em 2015, o Conselho Municipal LGBT de Ponta Grossa é considerado pioneiro no Paraná na atuação voltada à defesa dos direitos da população LGBTQIA+. Como órgão consultivo, tem a função de acompanhar demandas da comunidade e contribuir com a formulação de políticas públicas em diferentes áreas.
A programação contou com a apresentação dos representantes da atual gestão do Conselho, além da participação de autoridades municipais, parlamentares e integrantes de entidades ligadas aos direitos humanos. Um dos destaques foi a palestra “Sexualidade Humana: sexo biológico, identidade de gênero e orientação sexual”, ministrada pela médica Luna Saraiva Marques, que abordou conceitos relacionados à diversidade de gênero e aos desafios enfrentados pela população LGBTQIA+.
Durante o evento, a presidente do Conselho Municipal LGBT, Thaís Boamorte, apresentou um balanço da gestão 2024-2026. Entre os avanços citados estão capacitações voltadas ao atendimento da população LGBTQIA+ nas áreas de saúde e assistência social, além da inclusão da implantação de um ambulatório trans no Plano Diretor do município, com previsão de funcionamento em 2027.
“A nossa luta pelo direito de existir acontece todos os dias. É fundamental que a sociedade civil ocupe esses espaços, participe das reuniões e contribua para a construção das políticas públicas que impactam diretamente a nossa comunidade”, afirmou.
O coordenador do fórum, Victor Luís Vosniak, destacou a importância da participação popular no debate.
“A gente buscou construir um espaço de participação real e ativa, em que as pessoas pudessem não apenas ouvir, mas também contribuir com o debate e com a construção da próxima gestão do Conselho”, ressaltou.
Nova composição do Conselho
Ao final do encontro, foi realizada a eleição consultiva das entidades da sociedade civil que irão compor o Conselho Municipal LGBT no biênio 2026-2028.
Foram eleitas:
Associação União das Mulheres dos Campos Gerais (AUMCG);
Flor de Lis LGBT;
Aliança Nacional LGBT;
APP-Sindicato;
Instituto Cidade Viva;
OAB Subseção Ponta Grossa;
Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH);
Conselho Regional de Serviço Social (CRESS);
Coletivo Cultural Carnavalesco Arco-Íris;
Marcha Mundial das Mulheres.
Com a definição dos novos integrantes, o Conselho inicia os preparativos para a próxima gestão, que terá a missão de acompanhar e fortalecer ações voltadas à garantia dos direitos da população LGBTQIA+ em Ponta Grossa.