Fornazari.com estreia quadro "Política de Fato" para debater os rumos das eleições 2026
Fornazari.com e Fornazari TV lançam o quadro "Política de Fato" para debates eleitorais de 2026. A estreia teve Edilson Gorte (ACIPG), que falou sobre a campanha "Santo de Casa Faz Milagre" para fortalecer candidatos locais dos Campos Gerais.
O portal Fornazari.com e a Fornazari TV iniciam um novo capítulo em sua cobertura jornalística com o lançamento do quadro "Política de Fato". O projeto tem como objetivo central contribuir com a sociedade e com os eleitores no processo eleitoral de 2026, promovendo debates sobre assuntos de interesse público com personagens relevantes da sociedade civil para discutir a política local de Ponta Grossa e a representatividade regional dos Campos Gerais.
Na estreia do programa, o convidado foi Edilson Gorte, diretor de Políticas Públicas da ACIPG (Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa), que detalhou a importância do engajamento regional para fortalecer a voz da região nos cenários estadual e nacional.
"Santo de Casa Faz Milagre"
Durante a entrevista, Gorte explicou a retomada da campanha "Santo de Casa Faz Milagre", uma iniciativa que busca sensibilizar o eleitor a votar em candidatos locais. Ele destacou que a região dos Campos Gerais possui uma força eleitoral subutilizada.
"Ponta Grossa, sozinha, é o quarto eleitorado do Estado. E quando a gente pensa em região, que é essa a nossa campanha esse ano, é pra pegar toda a região, e já se torna o segundo colégio eleitoral perdendo somente pra capital".
Apesar desse peso numérico, Gorte alertou para a atual baixa representatividade na Assembleia Legislativa:
"Nossa região [tem] quase 800 mil eleitores. Quantos deputados estaduais nós temos que representam a região? Dois, bem dizer. Nós elegemos três, mas um foi para o governo estadual e não nos representou".

Edilson Gorte é o primeiro entrevistado do quadro Política de Fato - Foto: Divulgação/ACIPG
O impacto dos votos brancos e nulos
Um dos pontos mais críticos abordados foi o desperdício de votos em candidatos externos ou em opções de protesto. Segundo Gorte, na última eleição, a região votou em 260 candidatos diferentes para deputado estadual, o que pulverizou o poder das urnas.
"O segundo colocado [na região] foi o voto branco com 48 mil votos. (...) Se você pegasse voto nulo e voto branco e tornasse esses votos realmente efetivos, nós teríamos eleito no mínimo mais dois deputados. Quer dizer, nós mesmos somos culpados dessa falta de representatividade".
Para o diretor da ACIPG, o voto branco ou nulo é um "voto de revolta" que acaba sendo prejudicial:
"Você está jogando um lixo. Você está deixando que os outros decidam. (...) Como é que eu vou poder cobrar alguém se eu não tive a lógica de votar em alguém?".
Desafios regionais e a falta de representatividade
Gorte utilizou exemplos práticos para ilustrar como a falta de uma bancada regional forte prejudica o desenvolvimento local. Ele citou a recente ida da prefeita Elizabeth Schmidt à ANAC para defender a ampliação da pista do aeroporto de Ponta Grossa, onde a ausência de apoio parlamentar foi notada.
"Quantos políticos estavam lá? Nenhum. (...) Se tivesse mais uns dois, três, quatro, cinco, dez deputados ali, estaduais, federais, ao lado dela, não precisava nem se manifestar. Mas todo mundo vendo, saberia a força que ela teria".
Fiscalização e o papel do eleitor
Ao encerrar, Edilson reforçou que o papel do legislador é fiscalizar o Executivo e que o cidadão deve exercer seu direito de cobrança de forma direta, encontrando o político "na rua, no mercado, na igreja".
Para mais informações sobre a campanha, acesse: santodecasafazmilagre.com.br