Família Oliveira fica sem candidato eleito pela primeira vez desde 2006
Marcelo Rangel e Sandro Alex não foram eleitos em 2026, encerrando uma sequência de 20 anos em que pelo menos um dos irmãos conquistou mandato nas eleições disputadas.
A eleição de 2026 encerrou uma sequência de duas décadas da família Oliveira na política paranaense. Pela primeira vez desde 2006, nenhum dos irmãos Marcelo Rangel e Sandro Alex foi eleito em uma disputa eleitoral. Marcelo concorreu neste ano pela primeira vez a deputado federal, enquanto Sandro deixou a tentativa de reeleição à Câmara para disputar o Governo do Paraná.
A trajetória eleitoral da família começou há 20 anos, quando Marcelo Rangel foi eleito deputado estadual pelo Paraná. Desde então, ele ou o irmão Sandro Alex sempre mantiveram algum mandato eletivo.
Em 2026, entretanto, os irmãos estiveram novamente nas urnas em projetos diferentes. Marcelo deixou a disputa à Assembleia e tentou pela primeira vez uma vaga na Câmara dos Deputados. Sandro, depois de quatro eleições consecutivas vitoriosas para deputado federal, concorreu ao Governo do Paraná.
Nenhum dos dois foi eleito.
Uma trajetória iniciada por Marcelo Rangel
O primeiro capítulo da sequência foi escrito por Marcelo Rangel em 2006. Candidato a deputado estadual pelo PPS, ele recebeu 51.868 votos e foi eleito para a Assembleia Legislativa do Paraná.
Em 2010, Marcelo conseguiu a reeleição, com 67.309 votos. Depois anos depois, concorreu à Prefeitura de Ponta Grossa e venceu no segundo turno com 88.611 votos.
Marcelo voltou a disputar a Prefeitura em 2016 e foi reeleito. No segundo turno, recebeu 98.058 votos, sua maior votação nominal em uma eleição.
Depois de oito anos à frente da Prefeitura de Ponta Grossa, retornou à disputa proporcional. Em 2022, foi eleito para o segundo mandato como deputado estadual, pelo PSD, com 42.002 votos.
Em 2024, tentou voltar ao comando da Prefeitura, mas terminou a disputa em terceiro lugar, com 38.815 votos. Agora, ficou na suplência de deputado federal com 62,6 mil votos.
Sandro amplia a presença da família
A trajetória eleitoral de Sandro Alex começou em 2008, quando disputou a Prefeitura de Ponta Grossa e chegou ao segundo turno, mas não foi eleito.
Em 2010, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados, com 95.840 votos. A eleição iniciou uma sequência de quatro mandatos consecutivos como deputado federal, sempre ampliando a votação.
Sandro foi reeleito em 2014, com 116.909 votos; em 2018, com 124.512; e em 2022, com 168.157 votos, sua maior votação para deputado federal.
Enquanto Marcelo manteve uma atuação eleitoral mais concentrada em Ponta Grossa e na região, Sandro ampliou sua presença política para o cenário estadual, mas não foi suficiente numa campanha ao governo do Estado, ficando em segundo lugar por pouco mais de 1,5 milhão de votos, perdendo ainda no primeiro turno para Sergio Moro.
Irmãos exerceram mandatos ao mesmo tempo
A partir de 2010, Marcelo e Sandro passaram a ocupar simultaneamente cargos eletivos em diferentes períodos.
Marcelo estava na Assembleia Legislativa do Paraná enquanto Sandro iniciava o primeiro mandato como deputado federal. Em 2012, Marcelo deixou a Assembleia para assumir a Prefeitura de Ponta Grossa, enquanto Sandro continuou na Câmara.
A situação se repetiu após a reeleição de Marcelo para a Prefeitura, em 2016.
Em 2022, os dois voltaram a ser eleitos no mesmo pleito: Marcelo para deputado estadual e Sandro para deputado federal. Foi a última eleição em que ambos conquistaram mandatos.