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Falso alerta da Defesa Civil começou no Paraná antes de se espalhar pelo país

A invasão ao sistema de notificações da Defesa Civil enviou 10 mensagens falsas para celulares em 7 estados e no DF, entre 23h41 e 1h23, afetando cerca de 30 milhões de pessoas em cidades como Curitiba, Belo Horizonte e Brasília.

Falso alerta da Defesa Civil começou no Paraná antes de se espalhar pelo país
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Uma invasão ao sistema nacional de notificações da Defesa Civil provocou o envio de mensagens falsas para usuários de telefonia móvel em pelo menos sete estados e no Distrito Federal entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20). Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o primeiro alerta irregular foi registrado em Curitiba.

De acordo com informações do governo federal, os disparos indevidos ocorreram entre 23h41 e 1h23 e atingiram moradores de cidades como Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Somadas, essas localidades concentram cerca de 30 milhões de habitantes.

Em entrevista coletiva neste sábado, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, informou que dez mensagens falsas foram enviadas durante a invasão. Nove delas utilizaram a tecnologia Cell Broadcast, adotada em 2025 para o envio de alertas sobre desastres naturais, e uma foi disparada pelo antigo sistema de SMS.

Segundo Wolff, o primeiro alerta foi registrado em Curitiba. Na sequência, usuários de outras regiões começaram a receber mensagens acompanhadas por sinal sonoro e conteúdos que mencionavam termos como "misantropia" e "invasão alienígena".

A tecnologia Cell Broadcast permite o envio de mensagens diretamente aos celulares em áreas específicas, sem necessidade de aplicativos ou cadastros prévios. O sistema é utilizado para alertar a população sobre eventos climáticos extremos e situações de emergência.

Polícia Federal investiga invasão

As circunstâncias da invasão estão sendo apuradas pela Polícia Federal em conjunto com a equipe técnica da Defesa Civil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também acompanha as investigações.

Ainda não há confirmação se a ação foi realizada por uma única pessoa ou por um grupo organizado. A principal suspeita é de que o ataque tenha ocorrido na plataforma utilizada pela Defesa Civil Nacional para emissão dos alertas.

Em nota, a Anatel informou que, até o momento, os disparos irregulares não passaram pelos canais oficiais da plataforma técnica operada pela Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom).

*Com informações da Agência Brasil

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