PF recebe notícia-crime e diz que Vorcaro nunca citou dinheiro para filme de Lula
A Polícia Federal (PF) informou nesta sexta-feira (9) que recebeu uma notícia-crime com pedido de providências urgentes para apurar fatos relacionados a uma reportagem da revista Veja sobre um suposto repasse de dinheiro do empresário Daniel Vorcaro para um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota, a corporação afirmou que Vorcaro não prestou depoimento com o teor descrito na publicação nem entregou à instituição documentos ou anexos com esse conteúdo.
O QUE VOCÊ VAI LER
PF recebeu notícia-crime para apurar fatos relacionados à reportagem da Veja;
Corporação afirma que Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo publicado;
Propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa não foram aceitas;
Expediente foi encaminhado à área técnica para providências de polícia judiciária.
O que a Polícia Federal informou?
Na nota divulgada nesta sexta-feira, a PF esclareceu que Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo relatado pela revista e tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com as alegações descritas na reportagem.
A corporação também informou que as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa do investigado não foram aceitas por não atenderem aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento da defesa.
Sobre a notícia-crime recebida, a PF informou que o expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das providências de polícia judiciária.
A manifestação da corporação trata especificamente da existência de depoimento e de documentos com o conteúdo atribuído a Vorcaro pela publicação.
O que dizia a reportagem da Veja?
Publicada nesta sexta-feira (9), a reportagem da Veja afirma que Vorcaro teria relatado um suposto pagamento de R$ 30 milhões, em dinheiro vivo, para financiar o documentário Lula, dirigido por Oliver Stone.
Segundo a publicação, o relato estaria relacionado a negociações envolvendo o acesso do Banco Master a fundos de pensão de servidores públicos federais. A revista também atribuiu ao empresário informações sobre supostos pagamentos e articulações com integrantes do meio político.
Essas alegações foram apresentadas pela revista como parte de relatos atribuídos a Vorcaro e de materiais que, segundo a publicação, teriam sido obtidos pela reportagem.
A Polícia Federal, por sua vez, negou que o empresário tenha prestado depoimento ou entregue à instituição documentos com o teor descrito na matéria.
Propostas de delação não foram aceitas
A PF afirmou que as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa de Vorcaro não foram acolhidas por não atenderem aos requisitos legais.
A negativa sobre o depoimento e os documentos foi acompanhada da informação de que a corporação recebeu uma notícia-crime relacionada à publicação. O caso foi encaminhado à área técnica para análise e adoção das providências cabíveis.
A nota da PF não apresenta, nesse comunicado, uma conclusão sobre todos os fatos mencionados na reportagem da revista, mas esclarece que o conteúdo atribuído a um depoimento de Vorcaro não corresponde a um depoimento prestado à instituição.
*Com informações da Revista Fórum
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