Exposição resgata obra do artista ponta-grossense João Pilarski
Na Galeria João Pilarski (Centro de Cultura), a exposição "João Pilarski: a Arte Naïf no Paraná" mostra obras do artista de 1970 a 1990, até 10/09. Apesar da poliomielite, ele pintava com os braços, criando Arte Naïf espontânea sobre o cotidiano.
A exposição “João Pilarski: a Arte Naïf no Paraná”, realizada na Galeria João Pilarski, no piso inferior do Centro de Cultura, reúne obras do artista ponta-grossense que integram a Pinacoteca Municipal. A mostra apresenta trabalhos produzidos entre as décadas de 1970 e 1990 e permanece aberta ao público até o dia 10 de setembro.
Durante mais de seis décadas, João Pilarski esteve restrito ao leito em decorrência da poliomielite. A doença comprometeu seus movimentos, mas não impediu que o artista encontrasse na pintura uma forma de expressão e liberdade. Com os braços como instrumento de criação, Pilarski construiu uma trajetória marcada pela Arte Naïf e deixou um legado que continua sendo recuperado em Ponta Grossa.
A exposição é uma oportunidade de conhecer a produção de um dos artistas ponta-grossenses ligados à Arte Naïf, estilo caracterizado pela espontaneidade e pela representação de experiências, do cotidiano e do imaginário a partir da perspectiva do próprio artista. No trabalho de Pilarski, essa relação entre arte e experiência pessoal ganha uma dimensão particular.
Segundo relatos da família, os familiares participavam do processo de produção das obras, ajudando o artista com as telas. Em algumas situações, a tela precisava ser colocada de ponta-cabeça para que Pilarski conseguisse alcançar determinadas áreas. Quando a pintura era novamente virada, o resultado correspondia ao que o artista havia planejado. Mesmo com as limitações impostas pela doença, a pintura permitia que Pilarski explorasse diferentes espaços, cenas e experiências por meio das telas.
Falecido em 2004, João Pilarski deixou uma produção que hoje volta a ganhar espaço na cidade onde nasceu. A exposição também contribui para preservar a memória do artista e aproximar o público de uma produção que integra a história da arte paranaense.
A história de Pilarski permanece não apenas nas telas, mas também no espaço que leva seu nome: a Galeria João Pilarski, em Ponta Grossa. O trabalho do artista transforma a experiência de uma vida marcada por limitações físicas em uma produção que continua circulando e sendo conhecida pelo público.