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Em jejum de vitórias, Luizinho Lopes vê cobrança do torcedor como natural

Após 0x0 com Vila Nova, Luizinho Lopes diz que Operário precisa voltar a vencer "o mais rápido possível" para não se afastar do G6. Cobrança da torcida após 5 jogos sem vitória é natural; time melhorou defensivamente e substituição de Berto foi explicada.

Em jejum de vitórias, Luizinho Lopes vê cobrança do torcedor como natural
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Após o empate em 0 a 0 contra o Vila Nova, no Estádio Germano Krüger, o técnico do Operário, Luizinho Lopes, destacou que é preciso voltar a vencer o “mais rápido possível” com o objetivo de não se afastar do G6 da Série B: “A gente vai ser cobrado pela expectativa que nós criamos”.

Vontade não bastou

O treinador considerou que o Operário conseguiu, sobretudo na primeira etapa, ser mais enérgico dentro de campo. “A nossa equipe voltou a fazer um jogo intenso com relação aos embates, aos combates, aos duelos”, diz.

Outro ponto positivo, segundo ele, é não ter sofrido nenhum gol. Somente nos quatro primeiros confrontos do returno, contra Atlético-GO, São Bernardo, Avaí e Cuiabá, o Fantasma foi vazado nove vezes. “Nós melhoramos algo que vínhamos sofrendo, precisávamos estancar essa sangria”, enaltece.

Apesar do progresso apontado por Luizinho, o Alvinegro encontrou dificuldades para levar perigo ao adversário dentro de seus domínios. Em 90 minutos, só finalizou no gol em duas ocasiões, com Cuenú e Maxwell.

Mudanças e críticas

Aos 75 minutos, o técnico ouviu vaias no Germano Krüger após a substituição de Berto por Aylon. Ele explicou que o atacante, por ser um jogador explosivo e veloz, perde potência nos minutos finais. Contudo, Luizinho não planejava tirá-lo naquele momento. “Ele teve câimbra. É um jogador que nós não íamos tirar, estava esperando o limite dele”, comenta.

Cobrança do torcedor

Para Luizinho, é natural que o torcedor alvinegro cobre por um desempenho melhor neste 2º turno. “Se você passa quatro jogos sem ganhar, vai para o quinto em casa, e empata, isso é natural. A gente está lidando com paixão”, recorda.

Pessoalmente, o jejum de vitórias também o incomoda. “Enquanto treinador não posso me emocionar, mas também fico intrigado em não conseguir vencer dentro de casa”, conta.

Ele destaca, ainda, que a reta final da Série B será dura. “Começa a aumentar a ansiedade, mas nós somos profissionais. A gente precisa ganhar o mais rápido possível para não descolar de onde nós estamos”, completa.

Foto: André Jonsson/OFEC

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