Departamento da Mulher leva debate sobre violência contra a mulher a escola
Ação do Departamento da Mulher no Colégio Regente Feijó, em Ponta Grossa, abordou violência contra a mulher, respeito, limites, consentimento e prevenção.
O Departamento da Mulher, vinculado à Secretaria Municipal de Família e Desenvolvimento Social, realizou na última semana uma ação socioeducativa sobre violência contra a mulher no Colégio Estadual Regente Feijó, em Ponta Grossa. A atividade abordou respeito, limites, consentimento e prevenção, com o objetivo de orientar estudantes sobre situações de desrespeito, controle e constrangimento que podem ser naturalizadas no cotidiano.
A ação "Violência contra a Mulher: Respeito, Limites e Prevenção" foi realizada pela equipe do Departamento da Mulher durante a última semana no Colégio Estadual Regente Feijó. A proposta foi levar aos estudantes informações sobre situações que podem ultrapassar os limites do respeito nas relações e estimular a reflexão sobre comportamentos de controle, constrangimento e desrespeito.
Durante os encontros, a equipe apresentou as formas de violência contra a mulher reconhecidas em lei: física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. Também foi abordada a violência vicária, situação em que o agressor atinge filhos ou pessoas próximas com o objetivo de causar sofrimento à mulher.
Outro tema discutido foi o respeito aos limites nas relações de amizade, convivência e intimidade. Os estudantes também foram orientados sobre o consentimento, apresentado como algo livre, claro, consciente e contínuo.
A diretora do Departamento da Mulher, Bruna Balsano, destacou ainda a necessidade de diferenciar brincadeiras de comportamentos que ultrapassam limites e podem provocar medo, exposição ou humilhação. "Muitas situações de violência começam com atitudes vistas como normais ou como brincadeira", explica Bruna.
A violência no ambiente digital também esteve entre os assuntos trabalhados. A atividade abordou situações como exposição, ameaças e perseguição em redes sociais.
Segundo a diretora, a ação também apresentou aos estudantes informações sobre órgãos que podem ser acionados em situações de violência ou violação de direitos. "A ação destacou ainda a atuação de órgãos como Conselho Tutelar, NUCRIA e Delegacia do Adolescente, reforçando que conhecer os direitos e os caminhos para buscar ajuda também é uma forma de prevenção", complementa.
A secretária municipal de Família e Desenvolvimento Social, Camila Calisto Sanches, afirmou que levar o tema às escolas faz parte de uma estratégia de prevenção. "Levar esse debate para dentro das escolas é investir na prevenção desde cedo. Quando os jovens aprendem a reconhecer o que é violência e a respeitar limites, ajudamos a construir relações mais saudáveis e uma cidade mais segura para as mulheres", destacou.