Delegado diz que não há indícios de homicídio doloso em morte durante ritual em escola de aviação
Delegado afirma que investigação não encontrou, até o momento, indícios de intenção de matar em caso de morte durante ritual em escola de aviação.
O delegado Lucas Petry, responsável pelo atendimento da ocorrência, afirmou que as evidências reunidas até o momento indicam que não houve intenção de matar o aluno que morreu após um ritual conhecido como "banho de óleo", realizado em uma escola de aviação de Ponta Grossa. O instrutor foi preso em flagrante por homicídio culposo, pagou fiança e responderá ao processo em liberdade.
A Polícia Civil considera provisória a classificação jurídica do caso envolvendo a morte de um aluno durante um ritual de conclusão do primeiro voo solo em uma escola de aviação de Ponta Grossa.
Segundo o delegado Lucas Petry, responsável pela Central Regional de Flagrantes, os depoimentos colhidos indicam que o instrutor responsável por aplicar a substância oleosa não tinha intenção de provocar a morte da vítima.
"De acordo com os elementos levantados até esse momento em sede flagrancial, ficou caracterizado que não houve dolo na conduta do instrutor. Não houve intenção de matar", afirmou.
O delegado explicou que diversas testemunhas foram ouvidas ainda durante a noite, além do próprio instrutor, que confirmou ter despejado o óleo sobre o aluno durante o ritual comemorativo.
Com base nesses elementos, foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante pelo crime de homicídio culposo. Como a legislação permite, a autoridade policial arbitrou fiança de R$ 3 mil, valor que foi pago, permitindo que o investigado responda ao procedimento em liberdade.
Lucas Petry ressaltou que a investigação está apenas no início e que a tipificação penal poderá ser revista caso novas provas sejam produzidas.
"Essa classificação é provisória. Agora serão analisados exames necroscópicos, toxicológicos e periciais, além das imagens do local dos fatos e de outros elementos que ainda serão incorporados ao inquérito", destacou.
A Polícia Civil informou que continuará ouvindo testemunhas e familiares, além de aguardar os laudos periciais que deverão apontar a causa da morte e esclarecer se existe nexo causal entre a aplicação da substância e o óbito.