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Clinicão tenta substituir depoente momentos antes de oitiva da CPI

Vereador Guilherme Mazer afirma que a Clinicão tentou substituir o representante convocado para depor na CPI momentos antes da oitiva. O sócio-administrador não compareceu, e a comissão deve dar continuidade às investigações.

Clinicão tenta substituir depoente momentos antes de oitiva da CPI
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os contratos da Clinicão com a Prefeitura de Ponta Grossa teve um novo capítulo nesta terça-feira (30). Segundo o vereador Guilherme Mazer (PT), a empresa tentou alterar sua representação momentos antes da oitiva, mas o sócio-administrador, convocado oficialmente para prestar esclarecimentos, não compareceu. No lugar dele, participou apenas o responsável técnico da unidade, acompanhado por advogado.

A ausência do representante legal convocado e a tentativa de alterar quem prestaria depoimento passaram a ser um dos principais pontos de discussão após a mais recente reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal de Ponta Grossa.

De acordo com o vereador Guilherme Mazer, integrante da comissão, a convocação aprovada pelos parlamentares era direcionada ao sócio-administrador da Clinicão, responsável legal pela empresa contratada pelo Município para administrar o Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR).

Segundo o parlamentar, pouco antes do início da oitiva houve uma tentativa de substituir o depoente, com a participação apenas do responsável técnico da unidade, acompanhado por advogado.

"O representante que deveria prestar os esclarecimentos à Comissão era o sócio-administrador da empresa. A ausência dele prejudica o esclarecimento dos fatos e demonstra falta de compromisso com a transparência", afirmou Mazer.

O vereador também contestou a alegação de que teria sido apresentada documentação alterando formalmente a representação da empresa perante a CPI.

Segundo ele, nenhum documento dessa natureza foi protocolado oficialmente junto à comissão.

Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a postura adotada pela defesa da Clinicão durante os depoimentos. Conforme Mazer, o advogado tentou interferir na condução dos trabalhos, indicando quais perguntas poderiam ou não ser formuladas pelos vereadores.

"A atividade parlamentar é assegurada por lei e não será conduzida por advogados das partes investigadas. O papel da defesa é orientar seu cliente, não limitar ou direcionar os questionamentos feitos pela Comissão", declarou.

O vereador afirmou ainda que a CPI já possui documentos, relatórios técnicos e informações produzidas por órgãos de fiscalização suficientes para dar continuidade às investigações, independentemente das manifestações apresentadas pela empresa.

Mazer também lembrou que, segundo os levantamentos da comissão, a Clinicão possui histórico de não responder solicitações encaminhadas por órgãos públicos, incluindo pedidos feitos pela Controladoria Municipal.

Ainda conforme o parlamentar, parte dos fatos apurados pela comissão poderá ser encaminhada para análise da Polícia Civil, diante dos indícios reunidos ao longo da investigação.

"A CPI seguirá atuando com responsabilidade, respeito ao devido processo legal e compromisso com a apuração dos fatos. Nosso objetivo é esclarecer o que aconteceu e garantir que o interesse público prevaleça", concluiu.

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