Clinicão não comparece à CPI após pedir para ser ouvida na Câmara de Ponta Grossa
Após solicitar espaço para apresentar sua versão, a Clinicão não enviou representante para depor na CPI que investiga o contrato do CRAR em Ponta Grossa.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o contrato de administração do Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR) realizou, na tarde desta terça-feira (30), mais uma rodada de oitivas na Câmara Municipal de Ponta Grossa. Apesar de ter reclamado publicamente da condução dos trabalhos e solicitado espaço para apresentar sua versão dos fatos, a Clinicão não compareceu à sessão convocada pela comissão.
Após as críticas feitas pela Clinicão sobre a condução da CPI e o pedido para que a empresa pudesse ser ouvida pelos vereadores, a comissão convocou representantes da instituição para prestar esclarecimentos. No entanto, o proprietário da empresa, Ordy Barbosa de Oliveira, não compareceu à oitiva desta terça-feira.
Segundo a Câmara Municipal, até o momento do encerramento da sessão, a comissão não havia recebido justificativa formal para a ausência. Também foi convocada a médica veterinária Jaqueline Cristina Eliziario Cavalaro, mas, conforme informado aos vereadores, ela não foi reconhecida pela Clinicão como integrante do quadro de funcionários no momento da intimação.
Durante a reunião, a comissão ouviu a secretária municipal de Administração, Isabele Moro, e o diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Cleiber Flores.
Os dois participaram de uma acareação, procedimento utilizado para confrontar declarações consideradas divergentes sobre o surgimento e a condução do mapa de preços que serviu de base para o processo licitatório que resultou na contratação da Clinicão.
Questionados pelo vereador Guilherme Mazer (PT), Isabele Moro e Cleiber Flores afirmaram que não houve contradição nas declarações anteriores, mas sim diferença de interpretação sobre a participação de cada setor.
"Vereador, aqui a questão não foi uma divergência de fato, mas uma questão de sentido. Nossa equipe participou do processo, mas nós não conduzimos, apenas participamos como suporte", explicou a secretária de Administração.
Também prestou depoimento o médico veterinário Vitor Hugo Colino, responsável técnico pelo CRAR. Ele respondeu a perguntas dos parlamentares sobre a estrutura da unidade e as denúncias relacionadas ao atendimento aos animais.
O vereador Geraldo Stocco (PV) questionou se o local possuía estrutura adequada para abrigar os animais. Em resposta, Colino afirmou que melhorias vêm sendo realizadas pela empresa responsável pela administração do espaço.
"Antes nós não tínhamos gradis em todas as baias, agora temos e aos poucos temos melhorada para poder abrigar os animais de uma forma mais confortável", declarou.
A CPI segue ouvindo testemunhas e analisando documentos para apurar a execução do contrato de administração do CRAR.