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Boschilia se torna artilheiro do Operário no século XXI; relembre ídolo da década de 50

Gabriel Boschilia, capitão do Operário Ferroviário, tornou-se o maior artilheiro do clube no século XXI ao marcar seu 32º gol contra o Atlético-GO. Chegou em 2024 e superou Lucas Batatinha.

Boschilia se torna artilheiro do Operário no século XXI; relembre ídolo da década de 50
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Capitão do Operário Ferroviário, Gabriel Boschilia supera Lucas Batatinha e se torna o maior artilheiro do clube no século XXI. Ele, que chegou ao Fantasma em 2024, balançou as redes pela 32ª vez contra o Atlético-GO, na última segunda-feira (27), pela Série B.

Camisa e desempenho nota 10

O meio-campista chegou ao Operário na segunda metade do Campeonato Brasileiro da Série B de 2024, em agosto. Vestindo a camisa 16, Boschilia marcou quatro gols em 17 jogos disputados. No ano seguinte, em sua primeira temporada completa, o desempenho foi expressivo: foram 15 gols e oito assistências distribuídas. Em 2025, o jogador integrou o elenco campeão do Campeonato Paranaense após 10 anos do primeiro título.

Em 2026, a história se repetiu e Boschilia se tornou bicampeão consecutivo do Estadual, como capitão, com o Alvinegro. Ao todo, são 13 gols marcados na atual temporada. “Espero seguir fazendo gols, dando alegrias para a nossa torcida e escrevendo uma história ainda mais bonita com essa camisa”, declara.

O pesquisador do Operário Ferroviário, Ângelo Defino, mensura a contribuição de Boschilia na história do clube. “Já está no patamar dos grandes ídolos do Operário com o Bicampeonato Paranaense seguido, um feito inédito para o Operário e para o interior do Paraná em tantos e tantos anos”, explica.

Relembrando o maior artilheiro: Duílio “Canhão”

Embora Boschilia seja o artilheiro do Fantasma no século XXI, Duílio Dias, o “Canhão”, é o maior artilheiro de todos os tempos. “A família Dias é uma das famílias ícones do Operário Ferroviário no século passado”, conta Defino.

Duílio estreou pelo Operário com somente 15 anos. Em 76 jogos disputados pelo clube, entre os anos de 1950 e 1954, foram 70 gols marcados. “É uma média absurda”, destaca. O historiador esclarece, contudo, que o irmão do “Canhão”, Hélio Dias, pode ter marcado mais vezes. “A gente não tem todos os gols contabilizados. Os gols do Duílio fui eu que contabilizei, o Hélio não consegui fazer. Ele jogou entre 1948 e 1960 no Operário”, pontua.

Valorização dos ídolos

Conforme Defino, é preciso conhecer e valorizar os personagens que formaram o clube. “Acho que não é um defeito do operariano, do brasileiro, mas até mundial. Com o passar do tempo, os jogadores, as figuras do passado, ficam apagadas”, expressa.

Foto: André Jonsson/OFEC

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