Aliel celebra fim da escala 6x1 e defende compensação para pequenos negócios
Aliel Machado comemora aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6x1 e defende compensação e condições de transição para microempresas e empresas de pequeno porte.
O deputado federal Aliel Machado (PV-PR) comemorou a aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado Federal, que prevê o fim da escala 6x1 e a redução gradual da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial. O parlamentar, que votou favoravelmente à proposta na Câmara dos Deputados, também defende medidas de compensação para microempresas e empresas de pequeno porte durante a transição.
Aliel defende mudança na jornada de trabalho
Aliel Machado afirmou que a aprovação da proposta representa um avanço nas relações de trabalho. O deputado votou favoravelmente à PEC em 27 de maio de 2026, durante a tramitação na Câmara, e acompanhou a discussão no Senado.
No início de setembro, o parlamentar esteve na residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tratar do avanço da proposta e defender sua aprovação.
“Experiências em outros países mostraram que uma jornada mais equilibrada pode melhorar a economia. Ao mesmo tempo, defendemos uma compensação e condições adequadas para pequenas e microempresas, que precisam ser consideradas nesse processo”, afirmou Aliel.
O que muda com o fim da escala 6x1
A PEC 221/2019 prevê dois dias de descanso semanal remunerado e a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.
Na prática, a proposta estabelece a transição para o modelo 5x2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. Segundo Aliel, a mudança poderá representar 52 dias a mais de descanso por ano para os trabalhadores.
A implementação será gradual. O texto prevê uma primeira redução para 42 horas semanais em 60 dias após a promulgação e, posteriormente, para 40 horas, até dezembro de 2027.
Deputado defende atenção aos pequenos negócios
Aliel afirma que a discussão não envolve apenas o número de horas trabalhadas, mas também aspectos como saúde, qualidade de vida e convivência familiar. Ao mesmo tempo, defende que a implementação considere as condições dos empregadores de menor porte.
“Mais dignidade, mais saúde e mais respeito para milhões de brasileiros. Quem trabalha também precisa ter tempo para viver, descansar e estar com a família”, declarou.
O deputado afirma que a valorização dos trabalhadores deve ser acompanhada de medidas que permitam aos pequenos negócios se adaptar à mudança.
“Acredito que o trabalhador precisa ter mais tempo para descansar, estar com a família e cuidar da própria vida. Mas também entendo que precisamos olhar para quem gera emprego. O pequeno e o microempresário precisam ter condições de fazer essa transição. Não podemos fazer uma mudança importante para o trabalhador ignorando quem está do outro lado gerando emprego”, afirmou.
Estudo internacional identificou melhora no bem-estar
O parlamentar também cita um estudo publicado em 2025 na revista Nature Human Behaviour, que acompanhou 2.896 trabalhadores de 141 organizações na Austrália, no Canadá, na Irlanda, na Nova Zelândia, no Reino Unido e nos Estados Unidos. Os resultados foram comparados com os de 12 empresas de controle.
Segundo as informações apresentadas, os pesquisadores identificaram melhora em indicadores de burnout, satisfação profissional, saúde mental e saúde física. Também foram observadas redução de problemas de sono e fadiga e melhora na capacidade percebida para o trabalho.
Próximas etapas da PEC
Com a aprovação pelo Senado, a PEC 221/2019 concluiu a etapa de votação no Congresso Nacional e segue para promulgação, conforme as informações fornecidas no material.
A mudança constitucional deverá ser formalizada com a promulgação. Os prazos de implementação e a redução gradual da jornada estão previstos no texto aprovado.