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ACIPG questiona prorrogação da votação e cobra esclarecimentos

ACIPG questiona a decisão de Cristiano Zanin de prorrogar a votação até as 19h e cobra esclarecimentos sobre diferenças nas condições de votação e possíveis impactos na segurança jurídica.

 ACIPG questiona prorrogação da votação e cobra esclarecimentos
Fachada da sede da ACIPG - Foto: Emmanuel Fornazari/Arquivo
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A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) divulgou nesta segunda-feira (26) uma nota pública em que questiona a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ampliar o horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais de domingo (25). A entidade aponta possíveis diferenças nas condições de votação entre os estados, questiona a condução da medida e cobra esclarecimentos sobre os procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.

ACIPG questiona decisão tomada perto do encerramento da votação

Na nota, a associação afirma que a decisão de ampliar a votação até as 19h, tomada próximo do horário previsto para o encerramento das urnas, gerou incertezas sobre a condução do processo eleitoral.

A entidade destaca que o pedido analisado pelo ministro Cristiano Zanin envolvia relatos de dificuldades de deslocamento de eleitores e restrições no transporte coletivo. Segundo a manifestação, a reclamação teve origem em alegações relacionadas a três municípios baianos.

Para a ACIPG, a abrangência nacional da medida e o momento em que foi anunciada exigiam planejamento e coordenação entre as instituições responsáveis pela organização da eleição.

A associação também cita uma decisão anterior da ministra Cármen Lúcia, proferida dois dias antes, que, segundo a nota, reconheceu riscos na adoção de medidas relacionadas ao transporte eleitoral sem elementos administrativos suficientes e tempo adequado para implementação.

Entidade aponta diferenças nas condições de votação

Outro ponto levantado pela ACIPG é a diferença entre as seções eleitorais que conseguiram permanecer abertas até as 19h e aquelas que já haviam encerrado a votação às 17h.

A nota menciona informação atribuída ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), segundo a qual aproximadamente 80% das seções paulistas já haviam encerrado os trabalhos às 17h18.

A decisão de Zanin foi posteriormente esclarecida para determinar que a extensão do horário valeria somente nos locais em que a votação ainda não havia sido encerrada. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que os boletins de urna, a totalização dos votos e a divulgação dos resultados seriam retomados após as 19h.

Na avaliação da ACIPG, a diferença entre as seções que permaneceram abertas e aquelas que já haviam encerrado os trabalhos levantou dúvidas sobre a uniformidade das condições de participação dos eleitores.

A entidade defende que as circunstâncias sejam esclarecidas pelos órgãos competentes. A manifestação, porém, não apresenta uma conclusão judicial de que a eleição tenha sido irregular.

Nota questiona atuação de Cristiano Zanin

A associação também aborda a atuação anterior de Cristiano Zanin como advogado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente reeleito no domingo.

Segundo a nota, esse histórico exige atenção à independência da magistratura e à preservação da imparcialidade. A ACIPG afirma que o episódio deve ser esclarecido e menciona a necessidade de avaliar os questionamentos relacionados à atuação do ministro.

A entidade ressalva, em sua manifestação, que a existência de impedimento ou suspeição depende das hipóteses previstas na legislação.

A nota também cita a intenção anunciada pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) de recorrer à Justiça para pedir a anulação do pleito. A ACIPG reconhece que eventual contestação deverá ser analisada pelas instâncias competentes.

Associação relaciona segurança jurídica ao ambiente de negócios

Além das questões eleitorais, a ACIPG afirma que a insegurança institucional pode afetar o planejamento de empresas e trabalhadores.

Na avaliação da entidade, previsibilidade e segurança jurídica são importantes para decisões relacionadas a investimentos, contratações, crédito e geração de empregos.

A associação sustenta que a permanência de controvérsias sobre o processo eleitoral pode comprometer a confiança necessária ao planejamento econômico e defende que os fatos sejam esclarecidos de maneira transparente.

Ao final da nota, a ACIPG afirma que continuará atuando em defesa dos associados e da melhoria do ambiente de negócios, que, segundo a entidade, depende também da estabilidade institucional.

ACIPG pede esclarecimentos aos órgãos competentes

A associação encerra a manifestação defendendo a apuração das decisões tomadas durante a prorrogação, das dificuldades de coordenação entre os órgãos eleitorais e das diferenças verificadas no encerramento da votação.

A entidade afirma que a legitimidade do Poder Judiciário depende da independência, da coerência e da prudência no exercício de suas atribuições.

A nota não apresenta um pedido judicial formal de anulação da eleição. O posicionamento divulgado é uma manifestação institucional de preocupação e uma cobrança por transparência sobre os acontecimentos de domingo.

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